Com 120 anos, paranaense prova que está viva para receber aposentadoria

7 de junho de 2016 • 16h06Geral • 199 Visualizações • Nenhum comentário em Com 120 anos, paranaense prova que está viva para receber aposentadoria


Jesuína dos Santos nasceu em 30 de janeiro de 1896, em Reserva.
INSS parou de pagar a aposentadoria por achar que ela já estava morta.

 

Dona Jesuína mora com a neta. Aposentada mantém rotina para viver adequadamente 

 

(Foto: Valdir Correia de Moraes/Arquivo pessoal)

 

 

Em uma casa simples no distrito de Porto Espanhol, em Rio Branco do Ivaí, no norte do Paraná,
mora uma preciosidade. A aposentada Jesuína dos Santos completou 120
anos em janeiro deste ano rodeada por netos, bisnetos e trinetos.


A idade avançada fez com que o Instituto Nacional de Seguridade Social
(INSS) cancelasse a aposentadoria por suspeita de fraude. O benefício só
voltou a ser depositado após a família e um amigo levarem dona Jesuína
até uma agência do órgão em Apucarana provando que ela está viva.

Nascida em 30 de janeiro de 1896, Jesuína pode ser a mulher mais velha do Brasil. O
RankBrasil, entidade que registra recordes brasileiros, não tem
informação de outra pessoa mais idosa do que ela. No entanto, para
registrar o recorde precisa ter acesso aos documentos da idosa.

O G1
conseguiu o registro. Conforme a certidão de nascimento e de casamento,
dona Jesuína nasceu às 14h do dia 30 de janeiro de 1896, em Reserva. O
documento foi confeccionado em Grandes Rios, no então distrito Rio
Branco, no dia 5 de abril de 1974.


A longevidade extrema deixou marcas. Jesuína anda com dificuldades,
ouve pouco e precisa tomar remédio para o controle da pressão. Ao longo
do tempo, ela também viu 15 filhos e o marido morrerem. No entanto, é
rodeada por netos, bisnetos e trinetos que a visitam com frequência.
 

Certidão de nascimento traz a data e horário de nascimento de Jesuína dos Santos (Foto: Valdir Correia de Moraes/Arquivo pessoal) 

Certidão
de nascimento traz a data e horário de nascimento de Jesuína dos Santos

 

 (Foto: Valdir Correia de Moraes/Arquivo pessoal)

 

 


A neta Daliria Amaral de Siqueira Franco, que cuida de dona Jesuína há
30 anos, diz que se inspira na avó para ter uma vida saudável e
tranquila. “Ela sempre morou no sítio e sempre foi muito ativa. Além de
cuidar dos filhos, cuidava da lavoura, preparava toda a alimentação da
família, e ainda cuidava da casa. Ela não comia nada em conserva, tudo
era natural, cultivado e produzido no sítio”, constata. “Até hoje ela
não gosta de produtos prontos, tem que ser tudo natural”, acrescenta.

A rotina de alimentação e remédios é organizada pela neta e por uma
cuidadora. Dona Jesuína toma café da manhã, às 10h come um mingau com
ovo, ao meio-dia almoça, ao longo da tarde come frutas e por volta das
18h é servido o jantar. A idosa dorme sempre às 20h.

“A primeira vez que ela foi ao médico foi aos 100 anos, fez todos os
exames necessários e nunca teve nada. Até o início deste ano ela andava
com mais frequência, era mais independente. Mas, nos últimos meses ela
piorou um pouquinho, está mais debilitada”, diz a neta.

O médico geriatra Marcos Cabrera explica que a viver até os 120 anos é
uma oportunidade para poucos, pois considera o limite máximo de vida. “O
ser humano vive bem até os 85 anos, depois dessa idade é uma união de
fatores que faz com que a pessoa tenha uma vida boa. No caso dessa
senhora, a questão genética e o comportamento favoreceram”, detalha.

Mais velhos pelo mundo

 
Se a família comprovar a idade perante um órgão oficial de recordes,
Jesuína tem chances de ser considerada a mulher mais velha do mundo. Já
que em maio deste ano, uma americana, de 116 anos, que era considerada a mulher mais velha do mundo, morreu em Nova York.

O recorde provisório é do francês Jeanne Calment, que morreu em agosto de 1997 com 122 anos.

G 1    P R 



Fonte: http://clauderio.blogspot.com/2016/06/com-120-anos-paranaense-prova-que-esta.html

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